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Quem é a geração Y

Postado por Carla Façanha On 18:13:00 1 comentários
Gente, bisbliotando pelo Twitter e navegando um pouco mais acessei o blog do Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação - INOVE .
Achei interessante e curioso o post que se intitula: Quem é a geração Y. Resolvi então postar aqui, apesar de ser uma postagem longa, vale a pena ganhar preciosos momentos em sua leitura! Qual a sua geração? X ou Y? Vamos refletir nessa ideia e pensar na próxima geração, nossos filhos quem sabe? Que atributos essas gerações possuem e de que forma podem cooperar umas com as outras?




Pela primeira vez na história do mercado de trabalho, as organizações estão acolhendo pessoas cujas idades cobrem um espectro de mais de 40 anos. Essa tendência vai aumentar na próxima década, devido ao necessário prolongamento dos anos de trabalho motivado pela escassez de profissionais. Na União Européia, por exemplo, a porcentagem de pessoas entre 65 e 90 anos saltará dos 16% da população total registrados em 2000 para 21% em 2020, enquanto aquelas entre 15 e 24 anos representarão apenas 11%. Diante disso, vários países europeus decidiram começar a regulamentar a permanência de trabalhadores além das idades “clássicas” de aposentadoria e a integrar outros grupos tradicionalmente marginais, como mulheres e imigrantes.
Trata-se de um contexto em que a gestão da diversidade passa a falar mais alto, não por razões humanistas, mas por ser um imperativo dos negócios. Fora da União Européia, mesmo em países mais jovens e em economias emergentes, também deparamos com a diversidade. Mas ela tem outra característica: a convivência forçada, porque necessária, de diferentes gerações de funcionários.
Para administrar bem tal convivência, é imprescindível conhecer suas motivações e seus valores, especialmente os dos recém-chegados, ou seja, o grupo que poderíamos denominar recém-formados em sentido amplo: a geração Y, nascida nos anos 80. Só compreendendo o contexto em que seus membros cresceram, as tendências culturais às quais estiveram expostos e as mudanças políticas e sociais por que passaram será possível compreender o que os motiva e o que são capazes de oferecer.
Quem é quem
A mera proximidade de idade não basta para considerar um grupo parte da mesma geração. É necessário identificar um conjunto de vivências históricas compartilhadas –obviamente, de caráter acrossocial– que determina alguns princípios de visão de vida, contexto e, certamente, valores comuns. Sob essa lógica, podemos afirmar que estamos em um momento em que quatro gerações trabalham e convivem nas empresas, cobrindo um espectro de mais de 40 anos, cada uma com aspirações e contratos psicológicos diferentes com o empregador. Focalizaremos duas gerações em particular, a X e a Y, especialmente nos Estados Unidos e na Espanha, onde desenvolvemos a pesquisa.
Geração X
Os integrantes da geração X são as pessoas nascidas entre meados dos anos 60 e início dos 80. Essa geração viveu momentos importantes na política: a Guerra Fria, o ataque dos Estados Unidos à Líbia, a perestróica precipitando a queda do Muro de Berlim. Foi a época dos últimos grandes estadistas, como Mikhail Gorbatchov, Ronald Reagan, Margareth Thatcher…
As pessoas X não vêem o êxito da mesma forma que seus pais. Ao contrário, nutrem certo cinismo e desilusão em relação aos valores deles. São mais céticas, mais difíceis de atingir pelos meios de comunicação e marketing convencionais. É a geração da MTV, do Nirvana, das Tartarugas Ninjas e dajunky food.
Do ponto de vista social, alguns acontecimentos marcaram essa geração, entre eles o aparecimento da aids, em 1981. Essa doença provocou um posicionamento ideológico de dimensões muito relevantes, provavelmente nunca associado a uma enfermidade, tendo assim grande influência na mudança de pautas de comportamento da geração seguinte.
Diante de tal panorama de incerteza e sensação de mudança, não é de estranhar que, ao ir ao cinema, esses jovens tenham assistido a Blade Runner (1982), um dos maiores expoentes do movimento cultural conhecido como cyberpunk. A atual geração Y possivelmente desconhece que as origens ideológicas de alguns de seus ícones culturais, como Matrix, venha diretamente dessa visão apocalíptica e obscura, própria da evolução do movimento punk.
Compreendemos agora, em parte, a surpresa dos X quando, no início do século 21, ficaram privados de seu protagonismo como “a geração que viveu a grande mudança cultural”. Porque essa mudança, mesmo que pareça mentira, ficou antiga em menos de dez anos.
Os Y vêem a experiência dos X como “ruptura e evolução”, uma antiguidade a mais. Em certa medida, a geração Y roubou os sonhos da geração X e a destronou antes que esta tivesse tempo de reagir. E o fez em resposta, precisamente, ao que viu de seus irmãos mais velhos ou de seus pais, aos modelos que lhe foram propostos. De certa forma, pode ser que a falta de compreensão dos valores e motivações dessa geração provenha de uma espécie de animosidade por parte dos membros da geração X.
Em meados da década de 80, surgiu uma subcategoria da geração X, os yuppies (acrônimo
do inglês young urban professionals, ou jovens profissionais urbanos). É um segmento caracterizado pelo alto poder aquisitivo e paixão pelo sucesso social, profissional e econômico. No final dos anos 80, o termo yuppie começou a incorporar conotações negativas, fruto do esgotamento de um modelo e estilo de vida que propunha certo “vale-tudo” para o êxito social e econômico.
Os yuppies que levaram ao extremo sua filosofia são os dinkies (double income no kids yet, ou duas rendas, sem filhos ainda): casais que adiam a criação de uma família para se dedicar exclusivamente a suas carreiras, porque não se sentem capazes de educar os filhos ou simplesmente porque não gostam de crianças. Costumam ser profissionais de alto nível e suas motivações estão relacionadas com a manutenção de seu nível socioeconômico. Têm sido fortemente criticados pela atitude egoísta e hedonista, em que o consumismo prevalece sobre outros valores, como os familiares.
 

Geração Y
A nova geração abrange os nascidos nos anos 80 e 90. Os mais velhos estão chegando aos 25; os mais jovens acabam de sair da adolescência. Trata-se de uma geração de filhos desejados e protegidos por uma sociedade preocupada com sua segurança. As crianças Y são alegres, seguras de si e cheias de energia. É a geração dos Power Rangers e da internet, da variedade, das tecnologias que mudam contínua e vertiginosamente.
A geração Y só conhece a democracia, e as histórias sobre a transição, na Espanha, da ditadura para o estado atual [o que se aplica perfeitamente ao Brasil] começam a lhe soar como batalhas de seus pais. Não deixam de se surpreender com o fato de que a geração anterior tenha sobrevivido sob a tirania de poucas redes de televisão, sob controle governamental estrito, e com telefones pregados na parede. Possivelmente a velocidade das mudanças vividas pela geração Y, ao lado de importantes transformações sofridas por seus pais, introduziu um salto qualitativo que os Y ainda estão digerindo (e que deixa perdidos os X, seus pais e praticamente seus criadores). É indigesto para um X ouvir de um Y que recusou uma oferta de trabalho com alto salário porque esta não lhe permitiria desfrutar a vida pessoal.
Na geração Y não ocorreu uma ruptura social evidente; não houve Woodstock nem maio de 1968. Os Y são silenciosos e contundentes, parecem saber exatamente o que querem. Eles não reivindicam: executam a partir de suas decisões, dos blogs e dos SMS. Não polemizam nem pedem autorização: agem. Enquanto os X enfrentam o mundo profissional com relativo ceticismo, os Y adotam uma visão mais esperançosa. Seu alto nível de formação os torna mais decididos. Sua atitude diante da hierarquia é cortês, mas não de estrito respeito ou amor/ódio, como a das gerações anteriores.
A integração dos Y às empresas está sendo especialmente complicada. Suas expectativas são novas e eles se consideram “a geração excluída”.
Chegaram ao mundo em clima
de mudança, transformação e certo desassossego político. Quase sempre são filhos únicos ou têm poucos irmãos. Possivelmente suas mães trabalham e ainda não entenderam a importância (ou a possibilidade de) conciliar vida pessoal e profissional. Talvez acreditem ser supermulheres e seus modelos profissionais oscilem entre a abnegada e empreendedora Melanie Griffith e a implacável e ambiciosa Sigourney Weaver, do filme
Uma Secretária de Futuro.
Esses jovens, além de ver televisão, começaram a dar seus primeiros passos com os computadores
de seus pais ou irmãos: a tecnologia nunca vai ser um problema para eles. Cerca de 91,6% dos que têm entre 16 e 24 anos são usuários da internet, porcentagem que cai para 63,4% no caso das pessoas entre 35 e 44 anos. Já se acostumaram ao bombardeio de imagens, à informação imediata e visual, à realidade em 3D. Não desenvolveram a paciência e a laboriosidade, e sim o “ já” e o “agora”. Não aprenderam a desfrutar um livro, uma vez que podem obter a mesma informação em minutos, com um clique. É uma geração de resultados, não de processos. E do curto prazo: eles sabem, por experiência, que as coisas, as informações, as novidades morrem em pouco tempo –até mesmo a ordem mundial, que parecia tão imutável. Alguns especialistas afirmam até que essa geração desenvolveu mais o hemisfério direito do cérebro. Parece que os estímulos da internet e dos videogames se dirigem a esse hemisfério, enquanto atividades como leitura exigem o uso do esquerdo.
Mesmo que essa interpretação esteja errada, fica claro que a geração Y responde a estímulos e motivações diferentes dos que moviam seus antecessores. Por exemplo, para eles, o futuro já não é uma ameaça insondável em mãos de megacorporações; ele simplesmente não existe. Essa visão apocalíptica se incorporou aos videogames e os jovens Y se sentem à vontade com ela.
Outra diferença importante: se as gerações anteriores se caracterizavam por receber as mensagens, as modas, a música de modo uniforme, a Y, ao contrário, destaca-se pela diversidade. Não que a geração Y não tenha nenhuma tribo ou subgrupo. Ela tem, sim. É a elite urbana, que, de alguma forma, cristaliza seus valores e estilos de vida: são os CBP (cosmopolitan business people, ou pessoas de negócios cosmopolitas). A globalização está criando um coletivo social transversal, situado em todo o mundo (ou quase todo), com traços homogêneos, independentemente da origem cultural, racial ou geográfica. Características comuns diferenciam essa tribo de outros coletivos. Entre as mais significativas estão:
- Costumam conhecer vários idiomas. Concretamente, seu inglês é fluente, mesmo não sendo sua língua materna.
- Seu nível de educação é alto. Têm pós-graduação (MBA ou mestrado) ou especialização em alguma instituição de ensino superior de prestígio.
- De idade mediana, poderiam se manter CBP a vida toda, apesar de ser possível que até os 50 anos variem suas metas e objetivos vitais.
- São solteiros ou casados com poucos filhos. Às vezes o casal também é um CBP. Suas famílias tendem à instabilidade.
- A rede de amizades e conhecidos está distribuída por todo o mundo ou em região ampla.
- Raça, nacionalidade e religião são secundárias. Os laços profissionais ou de gostos pessoais é que contam.
- No mercado de trabalho, possuem experiências multinacionais, facilitadas pela educação e pelo nomadismo profissional. Suas raízes geográficas são fracas e não limitam sua mobilidade.
- Têm gostos variados, em que sobressaem os esportes, as artes, a leitura e, sobretudo, as viagens.
- O manejo das novas tecnologias é inerente a seu cotidiano –tanto profissional como pessoal.
- Buscam carreiras brilhantes, altos salários e adoram os headhunters e as multinacionais.
Motivações e valores
É bom lembrar que os conceitos de motivação e valores pertencem à geração X e até mesmo à anterior, ou seja, foram concebidos por gerações que trocaram uma concepção mecanicista do trabalho por uma mais aberta, na qual o trabalho não é só uma forma de sobreviver economicamente, mas fonte de satisfação e desenvolvimento pessoal. É possível, portanto, que esses termos não se apliquem à geração Y.
Por sua vez, o cenário de trabalho de hoje é especialmente complexo, por conta de alguns fenômenos:
- A idade de aposentadoria aumentou. Ao mesmo tempo, as empresas não valorizam os profissionais mais velhos.
- Faltam profissionais em vários setores.
- Um fator de diversidade é acrescido com a imigração e a crescente incorporação das mulheres nas empresas.
- Em muitas organizações, as horas de trabalho e a pressão são muito altas, o que dificulta a conciliação entre vida profissional e pessoal.
- Os trabalhadores têm mantido ou reduzido seu poder aquisitivo; os benefícios empresariais e os salários da alta direção, porém, aumentaram extraordinariamente.
Uma pesquisa feita na Espanha pela Fundación BBV revelou que os estudantes, em geral, não estão satisfeitos com a vida acadêmica nem com a pessoal, pois não acreditam que as instituições de ensino ofereçam formação adequada. No curto prazo, eles pretendem continuar seus estudos e conseguir um emprego relacionado à área escolhida.
Quando questionados sobre suas perspectivas de médio prazo, dão mais importância aos objetivos de realização pessoal ligados a ganhar dinheiro, constituir uma família ou comprar uma casa.
A primeira conclusão a que se pode chegar em relação ao mercado profissional é a seguinte: não adianta oferecer a esses jovens desafios do tipo “Aqui você vai aprender muito, terá a oportunidade de conhecer diversos departamentos, poderá viajar…”. É um mau começo. A resposta óbvia do jovem Y será: “Olhe, diga o que eu tenho de fazer (objetivo) e não queira saber como vou fazer (o procedimento é coisa minha e não agrega valor); respeite minha vida (o que não tem a ver com trabalho: vida são gostos, amigos, estar sempre atualizado etc.) e me informe quanto vou ganhar”.
É bem possível que o integrante da geração X fique sem argumentos diante de tal resposta. Até porque, há bem poucos anos, essa oferta teria resultado em uma contratação segura e no compromisso do candidato de entregar sua alma a uma causa tão nobre. E, se assim não fosse, a lista de candidatos era suficientemente ampla para que o X soubesse que logo conseguiria contratar alguém. Portanto, o jovem universitário atual quer trabalhar por objetivos, vinculando seu salário à conquista deles (o que demonstra sua segurança), para que possa conciliar a vida profissional com a pessoal.
Devido ao ambiente em que cresceram, os Y são pessoas com iniciativa e grande capacidade de resolver problemas, e seu estado mental diante das opções e desafios costuma ser: “Por que não?”.
Desenvolvem-se bem em espaços criativos, nos quais suas iniciativas possam render frutos e seus esforços individuais por conquistar objetivos sejam reconhecidos. Os jovens dessa geração são mais individualistas que os das anteriores e reivindicam a autonomia em suas opiniões e atuações, situando seu âmbito pessoal acima das considerações de ordem laboral ou social.
Os Y parecem não se importar muito com uma questão-chave para as gerações anteriores: a promoção. A rotação não os assusta (a situação do mercado lhes permite isso) e, apesar de se motivarem a escalar posições, não é tanto pelo que estas representam em poder, mas porque implicam reconhecimento e maior possibilidade de colocar em marcha suas iniciativas. Por isso, podem rechaçar promoções que resultem em perda da qualidade de vida. Não é por despeito, como se poderia interpretar, mas porque não estão muito seguros do que querem, e não vão trocar independência por poder.
A análise comparativa das gerações X e Y revela muitos pontos em comum. Os jovens atuais viveram a infância em um contexto de bem-estar social e econômico e se mantêm mais tempo dependentes da família. Quando se pergunta a eles por que ficam mais tempo na casa dos pais, 70% apresentam uma razão material: não teriam meios para se instalar por conta própria. Entre 1997 e 2001, em todos os países da União Européia, exceto Irlanda e Finlândia, aumentou a participação dos pais como fonte de receita, às vezes de forma apreciável. Esses jovens têm alto poder de consumo e não escapam às sucessivas modas tecnológicas, assim como sempre respeitam a opinião de seus pares.
Os integrantes da geração Y têm um acesso à informação que nunca existiu. Isso é tão importante que provocou uma verdadeira mudança de paradigma no consumo. Quando um Y vai comprar um celular, por exemplo, é possível que saiba mais de suas características técnicas que o próprio vendedor. E também terá consultado todos os blogs e fóruns para saber a opinião de outros consumidores.
O fato é que esse jovem terá a mesma atitude quando comparecer a uma entrevista de emprego. Sabe o que quer, conhece o setor e a empresa, leu notícias a respeito dela. Além disso, a facilidade com que o candidato pode ter acesso à informação sobre o mercado de trabalho faz com que se abram diante dele muitas e diversas alternativas, e ele pulará de uma para outra se as respostas não o convencerem.
As pessoas de negócios cosmopolitas, como dissemos, representam a cristalização desses valores e motivações. Devido à heterogeneidade de sua origem, é difícil afirmar quais são os critérios comuns que utilizam para tomar decisões. No entanto, podemos nos aventurar a algumas conclusões:
- O benefício econômico é um critério arraigado em seus esquemas de vida, mas com gradações.
- São filhos de seu tempo, pós-modernos. Estão imersos em preocupações ecológicas e se interessam pelos problemas sociais, sobre os quais estão sempre informados.
- Como são geralmente jovens, mostram-se abertos a novas correntes ideológicas e são sensíveis à injustiça.
Aqui há uma grande pergunta para fazer: a formação que recebem das instituições de ensino e as experiências de trabalho os levarão a pender para um lado ou para o outro, ou seja, eles vão exacerbar o peso do valor econômico em sua vida ou integrá-lo a um contexto moral e social mais amplo?
Devido à transcendência futura de suas decisões, a resposta a essa pergunta é, no mínimo, inquietante. Já que, segundo o filósofo grego Aristóteles, o ser humano adquire hábitos por repetição de atos, a indução a determinado ato por parte das empresas gerará certo tipo de líder para o futuro. Os processos de gestão dos CBP serão, portanto, vitais na hora de formar líderes globais, que constituirão a “nomenklatura dos negócios mundiais”, grupo de pessoas que, em virtude dos recursos que administrarão, serão as mais influentes do mundo, bem mais do que muitos políticos e líderes de outras esferas.
- Um clima cosmopolita que os atraia, geralmente cidades populosas, em que possam usar o inglês como meio comum de expressão, com acesso às artes, ao lazer e aos esportes, além de instituições de ensino de prestígio.
- Expectativas de carreira tão motivadoras quanto a remuneração, assim como um tipo de trabalho igualmente motivador, que ofereça desafios constantes.
- Garantia de autonomia profissional. As tarefas lhes devem ser delegadas e eles precisam ter poder para trabalhar. Os Y costumam se dar muito bem em equipe.
Se tudo isso for realmente feito, seu desempenho tenderá a ser excelente. O risco é que se relacionem só entre si mesmos, criando um grupo fechado. Entretanto, suas relações com outros coletivos são cordiais, até amistosas; eles costumam ser formais, já que são conscientes da movimentação de sua vida. Se criarem raízes, deixarão de ser CBP.
Alguns permanecerão nesse grupo até a aposentadoria, mas a grande maioria o abandonará entre 40 e 60 anos, principalmente por responsabilidades familiares. Pouco se sabe, porém, sobre o abandono da tribo dos CBP, devido a sua aparição recente.
Se os CBP são a futura “nomenklatura dos negócios globais”, isso não quer dizer que os líderes locais vão desaparecer ou tornar-se desnecessários. Ao contrário dos CBP, os empreendedores continuarão sendo, em sua imensa maioria, pessoas com forte ligação local. No entanto, precisarão contar com os CBP quando suas empresas ficarem complexas e se internacionalizarem.
 

Nas organizações mundiais, a combinação de CBP e líderes globais pode criar dificuldades de relacionamento, assim como se os escritórios centrais forem dominados por CBP e as unidades de negócios lideradas localmente. Mas uma boa combinação dos dois tipos de líderes permite a “globalização”: pensar globalmente e agir localmente –mentalidade necessária para empresas com atuação globalizada.
Alguns aspectos para reflexão
A convivência de diversas gerações no mercado de trabalho, como hoje está acontecendo, implica, de saída, a necessidade de incorporar a inovação, a criatividade e a flexibilidade nas tarefas próprias da gestão de pessoas. Se a situação já não fosse complexa em si, uma análise mais profunda exigiria ter em conta outras variáveis que também afetam a questão:
Inegavelmente, a imigração influencia o mercado de trabalho e o aspecto socioeconômico de forma variada. Nos principais países europeus, podemos falar que uma geração de imigrantes já entrou na faculdade. Sua formação é totalmente diferente da dos estudantes da geração Y, portanto não se pode esperar deles as mesmas atitudes e pautas no âmbito profissional.
As mulheres da geração X, que em grande medida entraram de forma maciça no mercado de trabalho e de modo relevante (mas não maciço) ocuparam postos de direção, fizeram-no sem modelos, na maioria dos casos. Essas profissionais abriram caminho, mas seguramente tiveram de pagar um preço alto, dedicando-se menos à família. As mulheres da geração Y provavelmente vão rechaçar esse modelo, e agora se fala de conciliação de agendas, igualdade e flexibilidade. Serão capazes de construir um novo modelo que concilie vida profissional e pessoal?
E as grandes perguntas: que traços marcarão os integrantes da geração seguinte? O que vão aprender a partir da variedade de modelos, atitudes e comportamentos que compõem o meio sociocultural em que estão crescendo? Como a geração Y vai reagir se a –vamos chamá-la assim– geração Z desbancá-la antes do tempo, como ela fez com a geração X?
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Código de Ética do Bibliotecário

Postado por Carla Façanha On 15:38:00 0 comentários



Dispõe sobre Código de Ética do Conselho Federal de Biblioteconomia.
O Conselho Federal de Biblioteconomia, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei no 4.084, de 30 de junho de 1962 e o Decreto no 56.725 de 16 de agosto de 1965, resolve:



CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO BIBLIOTECÁRIO
SEÇÃO I – DOS OBJETIVOS
Art.1º - O Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar normas de conduta para as pessoas físicas e jurídica que exerçam as atividades profissionais em Biblioteconomia.

SEÇÃO II – DOS DEVERES E OBRIGAÇÕES
Art.2º - Os deveres do profissional de Biblioteconomia compreendem, além do exercício de suas atividades:
a) dignificar, através dos seus atos, a profissão, tendo em vista a elevação moral, ética e profissional da classe; b) observar os ditames da ciência e da técnica, servindo ao poder público, à iniciativa privada e à sociedade em geral; c) respeitar leis e normas estabelecidas para o exercício da profissão; d) respeitar as atividades de seus colegas e de outros profissionais; e) contribuir, como cidadão e como profissional, para o incessante desenvolvimento da sociedade e dos princípios legais que regem o país.

Art. 3º:- Cumpre ao profissional de Biblioteconomia:
a) preservar o cunho liberal e humanista de sua profissão, fundamentado na liberdade da investigação científica e na dignidade da pessoa humana; b) exercer a profissão aplicando todo zelo, capacidade e honestidade no seu exercício; c) cooperar intelectual e materialmente para o progresso da profissão, mediante o intercâmbio de informações com associações de classe, escolas e órgãos de divulgação técnica e científica; d) guardar sigilo no desempenho de suas atividades, quando o assunto assim exigir; e) realizar de maneira digna a publicidade de sua instituição ou atividade profissional, evitando toda e qualquer manifestação que possa comprometer o conceito de sua profissão ou de colega; f) considerar que o comportamento profissional irá repercutir nos juízos que se fizerem sobre a classe; g) conhecer a legislação que rege o exercício profissional da Biblioteconomia, assim como as suas alterações, quando ocorrerem, cumprindo-a corretamente e colaborando para o seu aperfeiçoamento; h) combater o exercício ilegal da profissão; i) citar seu número de registro no respectivo Conselho Regional, após sua assinatura em documentos referentes ao exercício profissional; j) estimular a utilização de técnicas modernas objetivando o controle da qualidade e a excelência da prestação de serviços ao usuário; l) prestar serviços assumindo responsabilidades pelas informações fornecidas, de acordo com os preceitos do Código Civil e do Código do Consumidor vigentes.

Art.4º - A conduta do Bibliotecário em relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração, apreço e solidariedade.

Art.5º - O Bibliotecário deve, em relação aos colegas, observar as seguintes normas de conduta:
a) ser leal e solidário, sem conivência com erros que venham a infringir a ética e as disposições legais que regem o exercício da profissão; b) evitar críticas e/ou denúncias contra outro profissional, sem dispor de elementos comprobatórios; c) respeitar as idéias de seus colegas, os trabalhos e as soluções, jamais usando-os como de sua própria autoria; d) evitar comentários desabonadores sobre a atuação profissional; e) evitar a aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da classe, desde que permaneçam as mesmas condições que ditaram referido procedimento; f) colaborar com os cursos de formação profissional, orientando e instruindo os futuros profissionais; g) tratar com urbanidade e respeito os colegas representantes dos órgãos de classe quando no exercício de suas funções, fornecendo informações e facilitando o seu desempenho; h) evitar, no exercício de posição hierárquica, denegrir a imagem de profissionais subordinados e outros colegas de profissão.

Art. 6º - O Bibliotecário deve, com relação à classe, observar as seguintes normas:
a) prestigiar as entidades de Classe, contribuindo, sempre que solicitado, para o sucesso de suas iniciativas em proveito da coletividade, admitindo-se a justa recusa; b) zelar pelo prestígio da Classe, pela dignidade profissional e pelo aperfeiçoamento de suas instituições; c) facilitar o desempenho dos representantes do órgão fiscalizador, quando no exercício de suas respectivas funções; d) acatar a legislação profissional vigente; e) apoiar as iniciativas e os movimentos legítimos de defesa dos interesses da classe, participando efetivamente de seus órgãos representativos, quando solicitado ou eleito; f) representar, quando indicado, as entidades de Classe; g) auxiliar a fiscalização do exercício profissional e zelar pelo cumprimento deste Código de Ética comunicando, com discrição, aos órgãos competentes, as infrações de que tiver ciência.

Art.7º - O Bibliotecário deve, em relação aos usuários e clientes, observar as seguintes condutas:
a) aplicar todo zelo e recursos ao seu alcance no atendimento ao público, não se recusando a prestar assistência profissional, salvo por relevante motivo; b) tratar os usuários e clientes com respeito e urbanidade; c) orientar a técnica da pesquisa e a normalização do trabalho intelectual de acordo com suas competências. Art.8º - O Bibliotecário deve interessar-se pelo bem público e, com tal finalidade, contribuir com seus conhecimentos, capacidade e experiência
para melhor servir a coletividade. Art.9º - No desempenho de cargo, função ou emprego, cumpre ao Bibliotecário dignificá-lo moral e profissionalmente.

Art.10 - Quando consultor, é responsabilidade do Bibliotecário apresentar métodos e técnicas compatíveis com o trabalho oferecido, objetivando o controle
da qualidade e a excelência da prestação de serviços, durante e após a execução dos trabalhos.

SEÇÃO III - DOS DIREITOS
Art. 11 - São direitos do profissional Bibliotecário:
a) exercer a profissão independentemente de questões referentes a religião, raça, sexo, cor e idade; b) apontar falhas nos regulamentos e normas das instituições em que trabalha, quando as julgar indignas do exercício profissional, devendo, neste caso, dirigir-se aos órgãos competentes, em particular, ao Conselho Regional; c) votar e ser votado para qualquer cargo ou função em órgãos ou entidades de classe, nos termos da legislação vigente; d) defender e ser defendido pelo órgão de classe, se ofendido em sua dignidade profissional; e) auferir benefícios da ciência e das técnicas modernas, objetivando melhor servir ao seu usuário, à classe e ao país; f) usufruir de todos os demais direitos específicos, nos termos da legislação que cria e regulamenta a profissão de bibliotecário; g) preservar seu direito ao sigilo profissional, quando portador de informações confidenciais; h) formular, junto às autoridades competentes, críticas e/ou propostas aos serviços públicos ou privados, com o fim de preservar o bom atendimento e desempenho profissional.

SEÇÃO IV – DAS PROIBIÇÕES
Art. 12 - Não se permite ao profissional de Biblioteconomia, no desempenho de suas funções:
a) praticar, direta ou indiretamente, atos que comprometam a dignidade e o renome da profissão; b) nomear ou contribuir para que se nomeiem pessoas sem habilitação profissional para cargos privativos de Bibliotecário, ou indicar nomes de pessoas sem registro nos CRB; c) expedir, subscrever ou conceder certificados, diplomas ou atestados de capacitação profissional a pessoas que não preencham os requisitos indispensáveis ao exercício da profissão; d) assinar documentos que comprometam a dignidade da Classe; e) violar o sigilo profissional; f) utilizar a influência política em benefício próprio; g) deixar de comunicar aos órgãos competentes as infrações legais e éticas que forem de seu conhecimento; h) deturpar, intencionalmente, a interpretação do conteúdo explícito ou implícito em documentos, obras doutrinárias, leis, acórdãos e outros instrumentos de apoio técnico do exercício da profissão, com intuito de iludir a boa fé de outrem; i) fazer comentários desabonadores sobre a profissão de Bibliotecário e de entidades afins à profissão; j) permitir a utilização de seu nome e de seu registro a qualquer instituição pública ou privada onde não exerça, pessoal ou efetivamente, função inerente à profissão; l) assinar trabalhos ou quaisquer documentos executados por terceiros ou elaborados por leigos, alheios a sua orientação, supervisão e fiscalização; m) exercer a profissão quando impedido por decisão administrativa transitada em julgado; n) recusar a prestar contas de bens e numerário que lhes sejam confiados em razão de cargo, emprego ou função; o) deixar de cumprir, sem justificativa, as normas emanadas dos Conselho Federal e Regionais, bem como deixar de atender a suas requisições administrativas, intimações ou notificações, no prazo determinado; p) utilizar a posição hierárquica para obter vantagens pessoais ou cometer atos discriminatórios e abuso de poder; r) aceitar qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão por sexo, idade, cor, credo, e estado civil.

SEÇÃO V – DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES E PENALIDADES
Art.13 - A transgressão de preceito deste Código, constitui infração ética, sujeita às seguintes penalidades:
a) advertência reservada; b) censura pública; c) suspensão do registro profissional pelo prazo de até três anos; d) cassação do exercício profissional com apreensão de carteira profissional; e) Multa de 1 a 50 (cinquenta) vezes o valor atualizado da anuidade.
§ 1º - A pena de multa, de um a cinqüenta vezes o valor atualizado da anuidade, poderá ser combinada com qualquer das penalidades enumeradas nas alíneas “a a d” deste artigo, podendo ser aplicada em dobro no caso de reincidência.
§ 2º - A falta de pagamento da multa no prazo estipulado, determinará a suspensão do exercício profissional, sem prejuízo da cobrança por via executiva.
§ 3º - A suspensão por falta de pagamento de anuidade, taxas e multas somente cessará com o recolhimento da dívida, podendo estender-se por até três anos, decorridos os quais o profissional terá, automaticamente, cancelado o seu registro, se não resgatar o débito, sem prejuízo da cobrança executiva.
§ 4º - A pena de cassação do registro profissional acarretará ao infrator a perda do direito de exercer a profissão em todo Território Nacional, e consequente apreensão da carteira de identidade profissional.
§ 5º - Ao infrator suspenso por débito será admitida a reabilitação profissional, mediante novo registro, satisfeitos, além das anuidades em débito, as multas e demais emolumentos e taxas cabíveis.
§ 6º - As penalidades serão anotadas na carteira profissional e no cadastro do CRB, sendo comunicadas ao CFB, demais Conselhos Regionais e ao empregador.

Art.14 - Compete originalmente aos CRB o julgamento das questões relacionadas a transgressão de preceito do Código de Ética, facultado o recurso de efeito suspensivo, dirigido ao CFB, competindo a este, ainda, originalmente, o julgamento de questões relacionadas à transgressões de preceitos do Código de Ética praticadas por Conselheiros Regionais e Conselheiros Federais, bem como transgressões de bibliotecários que atinjam diretamente o Conselho Federal.
Parágrafo Único - O recurso deverá ser interposto dentro do prazo 30 (trinta) dias a contar da data do recebimento da notificação da decisão de primeira instância.

SEÇÃO VI – DA APLICAÇÃO DE SANÇÕES
Art.15 - O CFB, deve baixar resolução estabelecendo normas para apuração das faltas e aplicação das sanções previstas neste Código, pautando-se pelo princípio do contraditório e da ampla defesa, garantidos pela Constituição Federal.
Art.16 - Na aplicação de sanções éticas serão consideradas como atenuantes:
a) falta cometida em defesa de prerrogativa profissional; b) ausência de punição anterior; c) prestação de relevantes serviços à Biblioteconomia.

SEÇÃO VII - DOS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS
Art.17 - O Bibliotecário deve exigir justa remuneração por seu trabalho, levando em conta as responsabilidades assumidas, o grau de dificuldade no desenvolvimento e efetivação do trabalho, bem como o tempo de serviço dedicado, sendo-lhe livre firmar acordos sobre honorários e salário.

Art.18 - O Bibliotecário deve fixar previamente o valor dos serviços, de preferência por contrato escrito, considerados os elementos seguintes:
a) a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade do serviço a executar;
b) o tempo que será consumido para a realização do trabalho;
c) a possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços;
d) as vantagens que advirão para o contratante com o serviço prestado;
e) a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, habitual ou permanente;
f) o local em que o serviço será prestado.

SEÇÃO VIII – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art.19 - Qualquer modificação deste Código somente poderá ser efetuada pelo CFB, nos termos das disposições legais, ouvidos os CRB.

Art.20 - O presente Código entra em vigor em todo o Território Nacional a partir de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
José Fernando Modesto da Silva
CRB-8/3191
Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia
Publicado no Diário Oficial da União de 14.01.02, seção I. p. 64
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Com uma das principais referências no serviço informacional, cultural, educacional, político, social e utilitário, destinados à comunidade, estão as bibliotecas públicas, cujo dever está em nunca se desvincular da realidade desta, participando dos “acontecimentos sociais, políticos, econômicos, culturais, etc., tanto como entidade, posicionando frente a um determinado fato, como também prestando informações sobre esse fato” (ALMEIDA JÚNIOR, 1997, p. 81). Na perspectiva da democratização da informação e do seu livre acesso, se encontra a Biblioteca Pública, Instituição mantida pelo Governo, cujo objetivo está em




difundir o conhecimento, principalmente no que se refere à cultura local, e dentre todos os tipos de bibliotecas é a única que possui realmente características de instituição social, tanto pela amplitude de seu campo de atuação como pela diversidade de seus usuários. É um centro de educação permanente para pessoa. (SUAIDEN, 1995, p. 19-20).

De acordo com o autor, duas são as característica de uma biblioteca pública: a amplitude de seu campo de ação, onde os mais variados serviços podem ser oferecidos; e a diversificação de seus usuários, atingindo todas as faixas etárias, níveis sociais, interesses diversos, etc. Porém não há como fugir do pressuposto de que o principal beneficiário dos serviços de uma biblioteca pública é a comunidade de onde esta se insere. Diante desse aspecto onde ficariam as comunidades que se localizam distantes da biblioteca pública? Como ficam as suas participações no processo de democratização da informação, se estas se mantêm ainda distantes da biblioteca pública? A sua relação com a comunidade, seus pressupostos, suas conquistas e omissões nessa integração se encontram em sua trajetória, onde se é possível observar a carência de uma efetivação maior para aproximar a comunidade de seus serviços.
Assim, de maneira geral, a biblioteca pública não acompanhou a grande luta dos educadores por uma educação, que visasse à realidade do “povão”. Desta forma, a biblioteca pública
que tradicionalmente sempre esteve ligada a educação, não seguiu essa tendência. Continuou a ser supridora e parte do sistema formal de ensino. Isso pode ser comprovado pela análise da literatura a respeito, que não enfatiza a importância da biblioteca pública na educação popular, quando essa estava no auge. (RABELLO, 1987, p. 28).

Pode-se dizer que esta “miopia” contribuiu, de um lado, para a desvalorização e falta de reconhecimento do trabalho do bibliotecário nas bibliotecas públicas e também do papel das próprias bibliotecas junto à sociedade. Por outro lado, passou-se então a discutir a relação entre biblioteca pública e comunidade, e já era fato o distanciamento de ambos, chegando a uma necessidade urgente de reformulação em sua concepção e ação. Dessa forma, Rabello (1987, p. 32) aborda em relação ao nascimento da biblioteca popular frente ao descaso da biblioteca pública, que esta “surge exatamente como uma alternativa a essa biblioteca, que nunca chegou ao povo”.
Ligada a movimentos associativos ou comunitários, a biblioteca comunitária tem por finalidade trabalhar essencialmente os aspectos ligados à cultura, educação e ao social, articulando-os a estes, a leitura do cotidiano com a troca de experiências, junto ao re-conhecimento da realidade de seus usuários incitando-os na busca da conscientização dessa realidade para a reflexão e a crítica. Corroborando, Costa e Andrade (1998, p. 5), “as bibliotecas comunitárias estão entre os organismos capazes de engajar a comunidade nas mudanças de atitude perante a vida, a convivência, os compromissos de pessoa e cidadão.” É visando sua potencialidade que buscamos por intermédio do nosso objeto de estudo, constatar a intensa atuação e preocupação na democratização informacional a uma população sedenta de atividades e serviços que propiciem “educação para cidadania e para a vida” (COSTA, 2005, p. 1). Na mesma linha de pensamento, Milanesi (2003) argumenta que a biblioteca deve apresentar-se como um ambiente agradável.

 As pessoas não vão lá apenas porque precisam, mas porque gostam. Se existem os espaços tradicionais do acervo, da leitura, dos serviços - identificados como úteis – deve ser acrescentada uma área equivalente de, vamos dizer inutilidades: locais de convivência, espaço para conversar, namorar, área verde, água, lago – um jardim japonês, por exemplo, e as imprescindíveis carpas. Quebra-se assim, a austeridade sem afeto da biblioteca. (MILANESI, 2003, p. 111)

A Biblioteca ao oferecer outras formas de transmitir o conhecimento, abrindo suas portas a atividades que possibilitem a interação social através da troca de informações utilitárias, do lazer, da arte, etc. se posiciona numa nova perspectiva diante da sociedade, que busca a informação e a encontra numa forma dinâmica e interativa aplicada as suas necessidades e experiências. Assim a sociedade passa a enxergar o espaço da biblioteca não como algo distante de suas necessidades, mas como um lugar necessário e imprescindível as suas atividades diárias.

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Leitor de livro digital já é realidade

Postado por Carla Façanha On 16:12:00 0 comentários

"Alguma vez você já sonhou em dar um fim naquela estante gigantesca de livros que ocupa metade do seu quarto? Ou então gostaria de ler aqueles livros raros da biblioteca da sua cidade só que sem ter que ficar espirrando toda hora? Então, mesmo sem perceber, você já desejou um e-book reader."

Será essa a solução ao acesso, rápido, fácil e de custos baixos aos livros tão desejáveis? Quem sabe livros raros na palma da mão? Hum... seu desejo pode se tornar uma realidade!
O Kindle na Amazon custa US$ 359 e um Sony Reader 700BC sai por US$ 399. Saiba mais...






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Kevin Kelly nos próximos 5000 dias da web

Postado por Carla Façanha On 17:32:00 0 comentários



"Na EG Conference de 2007, Kevin Kelly compartilha uma curiosa constatação: A World Wide Web, como nós a conhecemos, só tem 5000 dias de vida. Agora Kevin pergunta , como nós podemos prever os próximos 5000 dias que estão por vir?"

Muito bom esse vídeo, vale a pena ver!!!!!


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12 de Outubro: hoje é dia das crianças e daí

Postado por Carla Façanha On 18:20:00 0 comentários

CADÊ O MEU PRESENTE O MEU ABRAÇO
A BICICLETA QUE EU SONHEI NÃO VEM COM O LAÇO
NÃO TEM BOLO NEM ALEGRIA
É DIA DAS CRIANÇAS
MAS NÃO PRA PERIFERIA
QUERIA FUGIR DAQUI
É IMPOSSIVEL EU NÃO QUERIA VER LÁGRIMAS
É DIFICIL, MEUS EXEMPLOS DE VITÓRIA
ESTÃO TODOS NA ESQUINA
DE TEMPRA, DE GOLF
VENDENDO COCAINA, BEM MELHORES QUE MINHA MÃE NO PÉ DA CRUZ
PEDINDO COMIDA UM MILAGRE PRA JESUS
ANTES DOS 12 EU VOU ESTAR COM 1 OITÃO
MATANDO ALGUÉM SEM COMPAIXÃO, VOU VER O FILHO A MULHER
CHORANDO NO CORPO VOU DAR RISADA VOU DAR MAIS UNS 4 NO MORTO
EU VOU BRINCAR DE ASSASINO DESCARREGANDO UM 38 LEGAL CARA
EXPLODINDO VOANDO UM OLHO
HOJE É DIA DAS CRIANÇAS E DAI QUEM VÊ SANGUE NÃO TEM MOTIVOS
PRA SORRIR NÃO EXISTE PRESENTE NA CAIXA COM FITA SÓ MOLEQUE
MORRENDO NA MESA DE CIRURGIA
HOJE É DIA DAS CRIANÇAS E DAÍ
QUEM VE SANGUE NÃO TEM MOTIVOS PRA SORRIR
NÃO EXISTE PRESENTE E ALEGRIA
NEM DIA DAS CRIANÇAS NA PERIFERIA
NÃO DÁ PRA SER CRIANÇA COMENDO LIXO
ENRROLADO NUM COBERTOR SUJO E FEDIDO
É DÁ ESMOLA PELO AMOR DE DEUS NUM DIA
NO OUTRO É ASSALTO NÃO REAGE VADIA
O QUE EU VOU SER QUANDO EU CRESCER
QUER DIZER SE EU CRESCER
SE EU NÃO MORRER UM ASSALTANTE DE BANCO UM ASSASSINO
DESCARREGANDO MINHA P.T NO SEU FILHO
EU VOU FAZER UM ROLE E BUSCAR MEU PRESENTE UMA VÍTIMA
ANEL DE OURO CORRENTE, VOU MOSTAR MINHA PUREZA
VOU MATAR O CUZÃO POR UMA CARTEIRA FELIZ
DIA DAS CRIANÇAS É 12 DE OUTUBRO
POE UM BRINQUEDO EM CIMA DO MEU TÚMULO
QUEM BRINCA COM REVOLVER NÃO CONHECE A ALEGRIA
NÃO TEM DIA DAS CRIANÇAS NA PERIFERIA
HOJE É DIA DAS CRIANÇAS E DAÍ
QUEM VÊ SANGUE NÃO TEM MOTIVOS PRA SORRIR
NÃO EXISTE PRESENTE E ALEGRIA
NEM DIA DAS CRIANÇAS NA PERIFRIA
POSTO DE SAUDE PAZ GRAJAU
FELIZ 12 DE OUTUBRO ZONA SUL DESRESPEITO
UM MÉDICO AUSENTE O FILHO DO NORDESTINO
AQUI NÃO É GENTE
DEPOIS QUEREM FORMATURA E ALEGRIA MAIS QUE SE FODA
SE EU ESTOU COM MENINGITE PNEUMUNIA
O BRASIL NÃO ME RESPEITA QUER ME VER MORRER
QUER UM PRESO A MAIS
PORQUE QUE EU FUI NASCER PRA NÃO TER
UM CARRINHO UM DANONE OU TRAFICO UMA DROGA
OU MORRO DE FOME SE NÃO METER UMA FACA NA SUAS COSTAS
A MINHA CHANCE É 100% DE ACABAR NESSA BOSTA
PRA TER UM BRINQUEDO SÓ COM LATROCINIO
SE NÃO FOR JOGADOR DE FUTEBOL VOU SER BANDIDO
QUERIA TER UM VIDEOGAME
COMO EU QUERIA MAS
NÃO TEM DIA DAS CRIANÇAS NA PERIFERIA
HOJE É DIA DAS CRIANÇAS E DAÍ
QUEM VÊ SANGUE NÃO TEM MOTIVOS PRA SORRIR
NÃO EXISTE PRESENTE E ALEGRIA
NEM DIA DAS CRIANÇAS NA PERIFERIA

Músicas do álbum Versos Sangrentos
Compositor(es): Facção Central








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Observo a algum tempo, discursos inflamados por parte de alguns bibliotecários, professores e alunos da Biblioteconomia no que se refere a Interdisciplinaridade da Biblioteconomia e os reflexos dessa interdisciplinaridade no mercado de trabalho, diversificando as possibilidades de atuação desse profissional. Esse leque de opções mostra que o bibliotecário não se limita a atuar somente no espaço da biblioteca, isso é muito bom, porque as mais variadas aptidões podem ser aproveitadas. Ter imensas possibilidades de desempenhar o trabalho de bibliotecário não tem nada de errado, pelo contrário, é uma conquista da Biblioteconomia e da capacidade em formar profissionais cada vez mais flexíveis, criativos e conscientes de que a informação não está somente inserida em livros e bibliotecas, está em todos os lugares, ela já não se concentra hoje somente dentro dos espaços tradicionais de atuação do bibliotecário: bibliotecas públicas, universitárias, escolares, infantis, especializadas e comunitárias.
Porém o que questionamos é que a maioria desses "discursos inflamados" que atraem cada vez mais adeptos ao curso, acabam tornando a profissão cada dia distante da biblioteca, porque não há uma ênfase em dinamizar e modernizar o espaço biblioteca. Dessa forma a biblioteca se torna um "monstro", lugar de apatia e mofo, da velhinha magra ou gorda, de óculos, café na mesa, e na boca o psiu! E aqui relembro a impotância da biblioteca como espaço de múltiplas culturalidades, impregnada de "ditos e não ditos" e de memórias contruídas, desconstruídas, espaço de criação e recriação. Espaço esse que está deixando de ser repensado, inovado, por grande parte de estudantes que acabam sendo movidos por esses discursos, replicando os mesmos discursos, muitas vezes sem refletir as consequências de que necessariamente novos espaços não tornam os espaços tradicionais,velhos. Não os transformam em "monstros" mofados e fédidos. Fica então a pergunta...
Quem se atreverá a adentrar em um local onde os próprios bibliotecários estão fugindo à léguas?
O espaço da biblioteca ainda pertence ao bibliotecário, se é feio e chato, talvez precise ser repensado, talvez a criatura esteja se tornando maior que o criador. Podemos comparar tudo isso a criação de um filho problemático, que muitas vezes se revolta e foge ao controle dos pais, e em vez de lutar pela resolução desses problemas, os "pais frustrados" ignoram tal situação, se recolhem a outros espaços, para bem longe do "monstro" que eles próprios criaram.
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I Feira das Profissões: agradecimentos

Postado por Carla Façanha On 00:08:00 0 comentários
Não há dúvidas do sucesso da I Feira das Profissões ocorrida nos dias 01 e 02 de outubro no Campus da UFC Cariri. Foi perceptível a mobilização e comprometimento dos alunos, servidores e professores para que tudo ocorresse na mais perfeita harmonia. Alegria, orgulho, disponibilidade, comprometimento foram essenciais para garantir todo esse sucesso. Destaco aqui o empenho e esforço de todos que fizeram acontecer esse evento, em especial, ressalto o empenho determinado e exaustivo da professora Gracy Martins na organização do stand da Biblioteconomia, que refletia de longe o entusiasmo de alunos, bolsistas, servidores e professores. De forma dinâmica a professora Gracy Martins conduziu toda a feira com atividades que chamavam a atenção de todos. Não faltaram atividades que encantassem todos que por ali passassem. O badaladíssimo Biblio Quiz, moveu estudantes do curso de Biblioteconomia, onde os alunos respondiam a perguntas como critério de participação nos sorteios de livros e periódicos. E a prova de todo esse sucesso se refletiu em visitas ao stand que recebeu durante os dois dias de feira cerca de 200 visitantes.




 

O stand também proporcionou momentos de interação com o grande público da feira através do grupo teatral "Literarte" com a encenação "Memórias de Emília" de Monteiro Lobato com adaptação de Albeniza, aluna do 2º semestre de Biblioteconomia.







 


O stand também divulgou a Literatura de Cordel, de autoria da aluna Albeniza, cujo Cordel "Caminhos da Biblioteconomia e Ciências da Informação pode ser conferido neste blog.




Aproveito para agradecer aos colaboradores, que sem dúvida, foram essenciais para transformar este encontro em momentos ricos, não só de euforia, mas de troca de conhecimentos e divulgação do que acreditamos ser a Biblioteconomia. Agradecemos ao Sesc, pelo apoio e crença na publicação do Cordel, a Editora Briquet de Lemos, pela doação de dez títulos, ao Gustavo Henn, que pela Editora Baluarte nos doou dois exemplares do (badaladíssimo) Biblioteconomia para Concursos, ao Programa de Pós-Graduação da UFPB, pela doação de dez exemplares da Revista Sociedade e Informação, atenciosamente enviados pelo Editor Prof. Gustavo Henrique de Araújo Freire um periódico voltado para área de Ciências da Informação, à aluna Jorgivânia pela arte do material promocional (Quiz e Banneres) e pelo livro Dewey: um gato entre livros e a Professora Carla Façanha pela doação de alguns exemplares e apoio na realização do evento.  À nossa autora Albeniza pela exposição dos Cordeis e pela presença do Grupo " Literarte" do Sesi.            
       
 "Ficamos muito felizes com  a colaboração das editoras e instituições, falando mais diretamente aos autores e administradores, em proporcionar uma parceria que estimula não só a participação dos alunos, mas também contribui com nosso processo de ensino e aprendizado.". Gracy Martins  
         
Agradecemos também aos alunos bolsistas, que muito se empenharam e criaram o Biblio Quiz, aos alunos voluntários que trabalharam no stand e aos alunos do curso que participaram efetivamente da Feira das Profissões. 
         
"É muito gratificante ver nossos alunos interados e comprometidos em divulgar a profissão, sem que isso seja uma obrigação, mas em busca de esclarecer e mostrar a importância da atuação do bibliotecário na sociedade." Gracy Martins
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    Eu sou assim...

    Minha foto
    Fortaleza/ Juazeiro do Norte, Ceará, Brazil
    Professora em Juazeiro do Norte pela UFC Campos Cariri e apaixonada pelas boas coisas da vida: Deus, família, meu esposo, amigos, biblioteconomia... Mestranda em CI pela UFPB com o tema de pesquisa intitulado "Uma proposta de categorização dos ex-votos do Casarão: o museus do Padre Cícero em Juazeiro do Norte". Atuo na área de Recursos e Serviços de Informação. Outros nteresses de pesquisa: memória e representação da informação.