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Caminhos da Biblioteconomia e Ciências das Informação
Autora: Antônia Abelniza Gomes*
Xilogravura: Erivana D'arc*

Professora Gracy Kelli
uma coisa vou contar
dos princípios a origem
para se catalogar
na Síria uma viagem
A Ebla posso chegar

Na cultura helenística
a biblioteca cresceu
e até a Alexandria
o fenômeno se percebeu
de Biblioteconomia
um pouco se absorveu

Nesse ponto da história
ordem de Ptolomeu
navios eram parados
esse fato aconteceu
livros eram copiados
um bom acervo rendeu

Foi bem na idade média
de oriente a Ocidente
as obras religiosas
era cultura latente
e a força gloriosa
Greco-romana na frente

Com a imprensa de Gutemberg
o livro barateou
da igreja o monopólio
rompimento provocou
olhe para trás e veja
o comércio acelerou

Na idade Antiga e Média
tudo que é documento
biblioteca e arquivo
tinha o mesmo tratamento
museu junto com o livro
era esse o procedimento

Europa e Estados Unidos
o livro publicisou
aberta gratuitamente
o público sei que gostou
os mercenas certamente
toda despesa bancou

De todos esses fatos
o povo já faz ciência
e no século desenove
técnica faz diferença
biblioteca promove
organizar é a sentença

Nessa preocupação
catálogos iam surgindo
lá nos Estados Unidos
idéias estão seguindo
CDU e seus fluídos
até hoje existindo

No vai e vem da história
muita coisa aconteceu
bisblioteca e arquivo
nem sempre se entendeu
movimento bem ativo
esta questão aqueceu

Seguindo o mercantilismo
e depois revolução
vem logo segunda guerra
Otlet e renovação
uma palavra encerra
Ciência e Informação

Dono de grande idéias
de tamanha abrangência
um projeto universal
concebido com ciência
onde a paz mundial
fosse a maior referência

Estados Unidos Europa
fazem especulação
e em suas diferenças
gera colaboração
que resulta em sentença
Ciência da Informação

Em meio a confusão
em que tudo se instalou
sinceramente não sei
porque tanto complicou
as diferenças notei
do abraço que restou

Nessa tecetura vejo
pontos e bifurcação
na Europa documento
nos Estados Unidos ação
na primeira tratamento
no segundo educação

Dessas duas diferenças
muita coisa aglutinou
armazena e organiza
isso já recuperou
disseminação precisa
tudos desmistificou

De todas essas histórias
e tanto outros falares
as ciências se completam
pois são transdisciplinares
e ainda se completam
dentro de seus patamares.

*Aluna do 2º semestre de Biblioteconomia da UFC Cariri - Juazeiro do Norte.
*Aluna do 3º semestre de Biblioteconomia da UFC Cariri - Juazeiro do Norte. Erivana Darc já tem várias xilogravuras espalhadas e reconhecidas no Brasil.  (valeu Vânia pela informação!)

Esse cordel postado aqui foi idealizado pela aluna Albeniza do curso de Biblioteconomia do Campus Cariri- UFC. Teve como apoio cultural o SESC, Universidade Federal do Ceará e BH Gráfica.

Fica aqui a nossa homenagem a essa aluna tão dedicada, inteligente, sutil e perspicaz. Palmas, palmas...
O mundo precisa mais de pessoas assim! A Biblioteconomia se curva perante iniciativas tão honrosas.
twitter

7 Response to "O Cordel: Caminhos da Biblioteconomia e Ciências da Informação"

  1. Gracy Said,

    Eu me acabo de orgulho desses nossos alunos!!! Realmente é uma grande satisfação! Só pra esclarecer, meu nome (que eu cheia de orgulho digo que agora faz parte da história dos Cordeis do Cariri) aparece, pq esse texto foi o resultado de um trabalho realizado em sala de aula, na disciplina de Fundamentos, onde eles precisavam apresentar a cronologia da Biblioteconomia e Ciência da Informação, que com o apoio da profª Fanka resultou nesse belíssimo trabalho! Parabéns à Albeniza!

     

  2. Vânia Lopes Said,

    Parabéns a Albeniza pela criatividade e pela perseverança em defender suas idéias em rimas e versos! Isso não é pra qualquer um! Gracy, vc é uma pofessora que sabe motivar os seus alunos, faz nascer "uma sementinha" que dá gosto de participar, ciar, inovar, replicar.... Parabéns!

     

  3. Vânia Lopes Said,

    Ah! Só lembrando que a Xilogravura do cordel é também de uma futura bibliotecária: Erivana Darc, que já tem várias xilos espalhadas e reconhecidas no Brasil!!!

     

  4. Dilma saraiva Said,

    Dilma saraiva

    Oi amiga, mais uma vez estou aqui tentando deixar uma mensagem para vc e seus amigos. Vc merece tudo de bom,pois tem ensinado o melhor para seus alunos..tudo aqui é valioso para o nosso apredizado e eu gostei muito. Eu vou ser franca com vc, tenho muita preguiça de ler...mais aqui sentir vontade ler um pouco e li. Tem muitas coisas pra se ler aqui, mais aos pouco vamos fazer isso para o nosso melhor. Prabens amiga!! Continue assim. Abraço

     

  5. Dilma saraiva Said,

    Vou contar um fato corriqueiro que, inesperadamente, me trouxe uma grande lição de vida.
    Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo:
    - Dona, tem pão velho?

    Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.
    Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:
    - Onde você mora?
    - Depois do zoológico.
    - Bem longe, hein?
    - É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
    - Você está na escola?
    - Não. Minha mãe não pode comprar material.
    - Seu pai mora com vocês?
    - Ele sumiu.

    E o papo prosseguiu, até que disse:
    - Vou buscar o pão. Serve pão novo?
    - Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.

    Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança, daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.

    Caros amigos, quantas lições podemos tirar desta resposta:
    "Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente!"

    Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!
    Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa...
    e eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.

    Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse:

    "Eu sou o pão da vida!"
    Abraço!

     

  6. Gracy Said,

    Dilma, muito emocionante seu post. Penso e acredito que sempre que temos a oportunidade de oferecer algo que dispomos, também recebemos a grande benção da recompensa. E essa recompensa pode ser palavras de agradecimento por oferecermos algo que não nos custa tanto, ou por vezes praticamente nada, mas que é imensamente valioso para alguém. E saber que um ato seu rendeu um bem a alguém, é com certeza uma grande benção, por que quando Ele disse: Dê de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede... Jesus não limitou à fome da comida e nem a sede da àgua. Linda sua experiência e nos faz repensar o quanto estamos ou não, repartindo nossos velhos ou novos pães.

     

  7. antonia Said,

    Professora Carla, rememorando tempos idos, bons tempos, grata por tudo

     

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    Eu sou assim...

    Minha foto
    Fortaleza/ Juazeiro do Norte, Ceará, Brazil
    Professora em Juazeiro do Norte pela UFC Campos Cariri e apaixonada pelas boas coisas da vida: Deus, família, meu esposo, amigos, biblioteconomia... Mestranda em CI pela UFPB com o tema de pesquisa intitulado "Uma proposta de categorização dos ex-votos do Casarão: o museus do Padre Cícero em Juazeiro do Norte". Atuo na área de Recursos e Serviços de Informação. Outros nteresses de pesquisa: memória e representação da informação.