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Com uma das principais referências no serviço informacional, cultural, educacional, político, social e utilitário, destinados à comunidade, estão as bibliotecas públicas, cujo dever está em nunca se desvincular da realidade desta, participando dos “acontecimentos sociais, políticos, econômicos, culturais, etc., tanto como entidade, posicionando frente a um determinado fato, como também prestando informações sobre esse fato” (ALMEIDA JÚNIOR, 1997, p. 81). Na perspectiva da democratização da informação e do seu livre acesso, se encontra a Biblioteca Pública, Instituição mantida pelo Governo, cujo objetivo está em




difundir o conhecimento, principalmente no que se refere à cultura local, e dentre todos os tipos de bibliotecas é a única que possui realmente características de instituição social, tanto pela amplitude de seu campo de atuação como pela diversidade de seus usuários. É um centro de educação permanente para pessoa. (SUAIDEN, 1995, p. 19-20).

De acordo com o autor, duas são as característica de uma biblioteca pública: a amplitude de seu campo de ação, onde os mais variados serviços podem ser oferecidos; e a diversificação de seus usuários, atingindo todas as faixas etárias, níveis sociais, interesses diversos, etc. Porém não há como fugir do pressuposto de que o principal beneficiário dos serviços de uma biblioteca pública é a comunidade de onde esta se insere. Diante desse aspecto onde ficariam as comunidades que se localizam distantes da biblioteca pública? Como ficam as suas participações no processo de democratização da informação, se estas se mantêm ainda distantes da biblioteca pública? A sua relação com a comunidade, seus pressupostos, suas conquistas e omissões nessa integração se encontram em sua trajetória, onde se é possível observar a carência de uma efetivação maior para aproximar a comunidade de seus serviços.
Assim, de maneira geral, a biblioteca pública não acompanhou a grande luta dos educadores por uma educação, que visasse à realidade do “povão”. Desta forma, a biblioteca pública
que tradicionalmente sempre esteve ligada a educação, não seguiu essa tendência. Continuou a ser supridora e parte do sistema formal de ensino. Isso pode ser comprovado pela análise da literatura a respeito, que não enfatiza a importância da biblioteca pública na educação popular, quando essa estava no auge. (RABELLO, 1987, p. 28).

Pode-se dizer que esta “miopia” contribuiu, de um lado, para a desvalorização e falta de reconhecimento do trabalho do bibliotecário nas bibliotecas públicas e também do papel das próprias bibliotecas junto à sociedade. Por outro lado, passou-se então a discutir a relação entre biblioteca pública e comunidade, e já era fato o distanciamento de ambos, chegando a uma necessidade urgente de reformulação em sua concepção e ação. Dessa forma, Rabello (1987, p. 32) aborda em relação ao nascimento da biblioteca popular frente ao descaso da biblioteca pública, que esta “surge exatamente como uma alternativa a essa biblioteca, que nunca chegou ao povo”.
Ligada a movimentos associativos ou comunitários, a biblioteca comunitária tem por finalidade trabalhar essencialmente os aspectos ligados à cultura, educação e ao social, articulando-os a estes, a leitura do cotidiano com a troca de experiências, junto ao re-conhecimento da realidade de seus usuários incitando-os na busca da conscientização dessa realidade para a reflexão e a crítica. Corroborando, Costa e Andrade (1998, p. 5), “as bibliotecas comunitárias estão entre os organismos capazes de engajar a comunidade nas mudanças de atitude perante a vida, a convivência, os compromissos de pessoa e cidadão.” É visando sua potencialidade que buscamos por intermédio do nosso objeto de estudo, constatar a intensa atuação e preocupação na democratização informacional a uma população sedenta de atividades e serviços que propiciem “educação para cidadania e para a vida” (COSTA, 2005, p. 1). Na mesma linha de pensamento, Milanesi (2003) argumenta que a biblioteca deve apresentar-se como um ambiente agradável.

 As pessoas não vão lá apenas porque precisam, mas porque gostam. Se existem os espaços tradicionais do acervo, da leitura, dos serviços - identificados como úteis – deve ser acrescentada uma área equivalente de, vamos dizer inutilidades: locais de convivência, espaço para conversar, namorar, área verde, água, lago – um jardim japonês, por exemplo, e as imprescindíveis carpas. Quebra-se assim, a austeridade sem afeto da biblioteca. (MILANESI, 2003, p. 111)

A Biblioteca ao oferecer outras formas de transmitir o conhecimento, abrindo suas portas a atividades que possibilitem a interação social através da troca de informações utilitárias, do lazer, da arte, etc. se posiciona numa nova perspectiva diante da sociedade, que busca a informação e a encontra numa forma dinâmica e interativa aplicada as suas necessidades e experiências. Assim a sociedade passa a enxergar o espaço da biblioteca não como algo distante de suas necessidades, mas como um lugar necessário e imprescindível as suas atividades diárias.

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    Fortaleza/ Juazeiro do Norte, Ceará, Brazil
    Professora em Juazeiro do Norte pela UFC Campos Cariri e apaixonada pelas boas coisas da vida: Deus, família, meu esposo, amigos, biblioteconomia... Mestranda em CI pela UFPB com o tema de pesquisa intitulado "Uma proposta de categorização dos ex-votos do Casarão: o museus do Padre Cícero em Juazeiro do Norte". Atuo na área de Recursos e Serviços de Informação. Outros nteresses de pesquisa: memória e representação da informação.