Achei bastante relevante a discusão a que se propõe o post. E postei em sua página um comentário e que gostaria de compartilhar com vocês e quem saber propor uma fomentação do assunto em questão, incitando profissionais, professores e estudantes da Biblioteconomia a pensar e repensar sobre o assunto.
Vejo e louvo sua iniciativa em instigar os currículos e o ensino da Biblioteconomia no que tange a WEB 2.0. e observo seu post muito mais como proposta de incitar do que de criticar. Pois concordo com a colega do comentário anterior (Dora) qd coloca em questão: quem ministraria tais disciplinas, ou mesmo se teríamos professores que atingissem a demana. Sabemos as grandes dificuldades do acesso ainda a internet por grande parte da população e tb de nossos estudantes, e isso não é um discurso repetitivo, ou mesmo ultrapassado, quando falo em acesso a internet e principalmente ao acesso as ferramentas da web 2.0, falo em acesso diário, não de uma ou duas horas em uma lan-house, na faculdade...mas acesso em CASA, um acesso incessante e exaustivo. Não acredito em acesso desse tipo. Por exemplo, para se criar um blog ou mesmo atualizá-lo, atualizar o orkut, ou facebook, postar no twitter, pesquisar, estudar, bater papo,preciso muito mais do meras horinhas na net, não acha? Outra questão que gostaria tb aqui de instigar,é que a mudança curricular é um reflexo da insatisfação, seja de alunos, professores, frente das novas tendências e mudanças significativas no ensino da Biblioteconomia, e que muitas vezes essa mudança vem se refletindo em sala de aula,burlando os currículos, mesmo antes que esta mudança venha a ser discutida e aprovada em colegiado, por isso como saber até que ponto as disciplinas de um curso estão se voltando em diálogo com a web 2.0, é ainda difícil de descobrir... outro ponto é que a grande parte de professores de nossas universidades, não são considerados "nativos da web", nossos brinquedos na infancia, não eram notbooks, jogos ou mesmos celulares de ponta... joguinhos de encaixe e montagem, como os famosos quebra- cabeças, jogos que se moviam por intermédio de dados,bonecas e carrinhos, esses sim eram nossas ferramentas de infancia. Esses professores e me incluo nesta grande listagem, tem dificuldades em migrar para um universo estranho, complexo e diferente do que sua mente foi programada para lidar. Por vezes a luta é bastante dolorosa... Para se introduzir tais disciplinas nos cursos, incito tb outras questões referentes ao nossos laboratórios, muitas vezes problemáticos, e isso tb implicaria em uma mudança radical, pois primeiramente não se concebe um curso de Biblio sem um laboratório de informática próprio, e não de aceita uma universidade ficar com problemas no laborátório, uma, duas, e até três semanas em manutenção, como ficariam então essas disciplinas? É preciso uma visão que se estenda além dos muros da Biblioteconomia.Porém vejo com otimismo as mudanças que se aproximam, novas gerações e "nativos" estão se voltando para a questão do ensino, e em paceria com professores que sem temor se propoem em migrar visualizo com bons olhos o presente que se transforma!
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