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Biblioteca Comunitária: desmitificando sua atuação

Postado por Carla Façanha On 22:48:00

Podemos dizer que as bibliotecas comunitárias surgiram como uma espécie de dissidentes das bibliotecas públicas uma vez que estas últimas não davam conta do atendimento às necessidades informacionais da população habitante das periferias. Contudo, a Biblioteca comunitária só será encarada como um espaço participativo, envolvente e atrativo se sua atuação promover a relação do homem com a sua própria realidade. Assim, fará com que o sujeito descubra na sua realidade interesses comuns a outras realidades, atuando como um ser capaz de interagir socialmente, assim “na medida em que o homem, integrado em seu contexto, reflete sobre esse contexto e se compromete, constrói a si mesmo e chega a ser sujeito”. (FREIRE, 1980, p. 36), sujeito ativo e modificador de sua realidade. Ao oferecer o contato com sua realidade, através de atividades relacionadas às suas necessidades e interesses, a biblioteca comunitária possibilita ao homem o desafio de ser sujeito ativo, consciente de suas decisões e mudanças, agindo e interferindo na sua própria realidade, bem como integrante de realidades externas.
Dentro dessa perspectiva Freire (1980, p. 37) deixa claro
que a resposta que o homem dá a um desafio não muda só a realidade com a qual se confronta: a resposta muda o próprio homem, cada vez um pouco mais, e sempre de modo diferente. No ato mesmo de responder aos desafios que lhe apresenta seu contexto de vida, o homem se cria, se realiza como sujeito, porque essa resposta exige dele reflexão, crítica, invenção, eleição, decisão, organização, ação... todas essas coisas pelas quais se cria a pessoa e que fazem dela um ser, não somente “adaptado” à realidade e aos outros, mas “integrado”.
O homem necessita de um espaço para interagir socialmente, seja em grupos sociais (igreja, família, amigos, escola), seja no caso das crianças, através das brincadeiras, jogos, esportes, etc. enfim, existe uma busca de sentir reconhecido, de compartilhar, de conhecer e criar vínculos. Desmistificando sua atuação, de um espaço estático, indiferente, desconhecido e distante, pertencente somente aos “sábios”, porém acessível aos iletrados, as donas de casa, aos jovens desempregados, as crianças, mesmo aquelas que ainda não aprenderam a ler, etc.; pode a biblioteca se tornar um ícone de socialização, oferecendo a sua comunidade um espaço de múltiplas leituras, possibilitando a descoberta do mundo do conhecimento através de serviços utilitários que se aproximam primeiramente do universo da comunidade a qual serve. Porém, isto somente pode se tornar realidade a medida que o povo tiver acesso à inúmeras fontes de informação e que estas fontes venham atender aos seus anseios, pois como bem argumenta Suaiden (1995, p 66)
nos adverte que ao vincular-se e dar prioridade a uma única fonte de informação/conhecimento (o livro) e a um só tipo de serviço (a leitura), que depende da fonte antes indicada, a biblioteca pública deixou de atender a importantes setores da comunidade, os quais precisam de informação oral ou de natureza popular que na maioria dos casos não se encontra impressa nem registrada em livros.
Com isso a biblioteca comunitária tem contribuído para uma interação e vinculação direta com a comunidade a qual serve, proporcionando-lhe atividades relativas aos seus reais anseios. Neste sentido, a imagem de uma instituição “sagrada”, onde supostamente, somente a elite intelectual estudantes, universitários, pesquisadores, professores, etc., têm acesso aos seus serviços. Sendo assim, torna-se um espaço onde qualquer indivíduo sinta-se livre para adentrar em suas portas, sabendo que encontrará o que necessita e busca, seja diversão, leitura, bate-papos, cursos, encontrar com os amigos, ou simplesmente para “passa o tempo” folheando as páginas de um livro, observando figuras e formas. Contribuindo Almeida Júnior (1997, p. 80), afirma que muitas pessoas estão distantes da biblioteca, não por desinformação, mas por medo, uma vez que a biblioteca não faz parte do cotidiano das pessoas, então ela é percebida
[...] como um templo, um monumento cheio de livros e alfarrábios que poucos entendem, pois o próprio livro é mal conhecido. Ela é vista como um lugar frio, sem vida, onde impera o silêncio, rigidamente controlado por uma velhinha de coque na cabeça, óculos na ponta do nariz (ou pincenez, quem sabe) que apenas lê e responde as perguntas com gestos vagos e autoritários. Onde todos lêem e nada mais há a fazer do que ler. A biblioteca é vista como um lugar onde nada deve ser perguntado, sob pena de se cair se cair no ridículo. Um lugar onde os pequenos problemas banais não são nem menos considerados.
Uma biblioteca que se compromete em fazer de seu espaço um ambiente encantador, que atrai seu público se fazendo útil aos seus interesses, problemas e necessidades, tem a capacidade de ser um instrumento de difusão, da cultura, do social e da educação. E como componente dessa difusão encontra-se o bibliotecário, trabalhando no processo de produção, organização, disseminação e socialização do conhecimento.
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    Fortaleza/ Juazeiro do Norte, Ceará, Brazil
    Professora em Juazeiro do Norte pela UFC Campos Cariri e apaixonada pelas boas coisas da vida: Deus, família, meu esposo, amigos, biblioteconomia... Mestranda em CI pela UFPB com o tema de pesquisa intitulado "Uma proposta de categorização dos ex-votos do Casarão: o museus do Padre Cícero em Juazeiro do Norte". Atuo na área de Recursos e Serviços de Informação. Outros nteresses de pesquisa: memória e representação da informação.